sábado, 10 de abril de 2010

TODO O PODER EMANA DO POVO?


A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA no Artigo Um, parágrafo único diz: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição".

O voto é um exercício de cidadania e um direito democrático, e é através dele que o povo escolhe os seus representantes.

O poder no Brasil é dividido em três áreas (por ser uma República): Executivo, Legislativo e Judiciário. Nas cidades, o prefeito é o chefe do Executivo. Seu mandato dura quatro anos e seus deveres são:

• Fazer os serviços públicos funcionarem corretamente;

• Garantir a realização das obras necessárias para a população;

• Administrar o dinheiro do município.


Mas o Prefeito não trabalha nem decide nada sozinho. Ele depende do Poder Legislativo, formado pelos vereadores, que também têm mandato de quatro anos. Os vereadores formam a Câmara Municipal e suas principais atribuições são:

• Fiscalizar a ação do prefeito, garantindo que os recursos sejam aplicados de acordo com o que estabelece a lei;

• Apresentar e aprovar leis que melhorem a cidade e a qualidade de vida de seus moradores;

• Atender às reivindicações de cada comunidade que os elegeu como seus representantes.
 
O que está acontecendo em nossa cidade?
 
Por que os nossos governantes, seja Prefeito ou vereador, mantém velhos discursos pedintes antes de uma campanha eleitoral, e depois voltam-se contra os que os elegeram para representá-los?
 
Até quando nosso povo vai ser tratado como pedintes após as campanhas eleitorais?
 
Vamos mudar este discurso onde os maiores prejudicados é a sociedade não conveniada, isto é, aquela que não participa do rateio do que é do coletivo, isto é, do que é do povo.
 
O jogo político é feito antes das campanhas e os prêmios são os cargos, tanto do Executivo, como do legislativo, e a nossa cidade é dividida como um "bolo", isto é, quanto mais pessoas participaram do início deste jogo, mais a nossa cidade será rateada, e obviamente, mal adminstrada, por que o poder que era para ser apenas de NOSSO PREFEITO, vai ser divido primeiro entre o LEGISLATIVO, que infelizmente passa a ser parte do governo, não cumprindo com os seus objetivos, por isto se houve muito vereadores falarem: "Faço parte da base do governo", e depois pelos "PRESIDENTES DE PARTIDOS" que se coligaram para terem um pedaço do "bolo", mesmo que não tenham a competência nem para limpar a sujeira da festa.
 
Gostaria de parabenizar o NOSSO PREFEITO por que está tendo a coragem de mudar a regra do jogo durante a partida, cuja programação foi definida antes do início do jogo.

Sabemos como é difícil MUDAR as regras de um jogo, principalmente quando o que está em jogo é o futuro de uma cidade, e junto as posições de determinada parte da sociedade organizada para atingir um único objetivo; O PODER, que é sempre nefasto a maioria da sociedade não conveniada.

Mas resta ao NOSSO PREFEITO saber que pode contar com o povo, mas não o povo desorganizado e nem o conveniado, mas sim o povo organizado e com os mesmos comprometimentos do Prefeito: ADMINISTRAR COM TRANSPARÊNCIA A NOSSA CIDADE.

Caso contrário, isto é, se não puder contar com um povo organizado e comprometido com o que é o coletivo,  é melhor continuar com os pares do início da partida por que o compromisso é apenas compromisso e não comprometimento, e a divisão do bolo é bem menor.

Espero que o NOSSO PREFEITO saiba que o poder é efêmero, isto é, passa.

 Mas o poder do povo não passa, dura toda uma eternidade.

O maior problema é que o povo não sabe o poder que tem.

Até quando?


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